O que é prostatite
Prostatite é o nome dado à inflamação da próstata e às síndromes de dor associadas a ela. Ao contrário do que o nome sugere, nem sempre existe infecção. A classificação atual reconhece quatro categorias, e a mais comum de todas é a síndrome de dor pélvica crônica, em que há dor e sintomas urinários sem bactéria identificada.
- Prostatite bacteriana aguda: infecção súbita, com febre, calafrios, dor intensa e dificuldade para urinar. É a menos frequente e exige tratamento rápido.
- Prostatite bacteriana crônica: infecções urinárias de repetição pela mesma bactéria, com sintomas que vão e voltam.
- Síndrome de dor pélvica crônica: a forma mais comum, com dor persistente e sintomas urinários e sexuais, sem infecção.
- Prostatite inflamatória assintomática: achado em exames feitos por outro motivo, sem queixas.
Sintomas mais comuns
- Dor ou desconforto no períneo, a região entre o escroto e o ânus.
- Dor na região púbica, nos testículos, na virilha ou na ponta do pênis.
- Ardência ao urinar e aumento da frequência.
- Urgência e jato urinário fraco.
- Dor ou desconforto durante ou após a ejaculação.
- Piora da ejaculação precoce ou surgimento dela na forma secundária.
- Cansaço e irritabilidade quando o quadro é crônico e afeta o sono e o humor.
Febre alta, calafrios, dor intensa e incapacidade de urinar indicam prostatite aguda e precisam de avaliação de urgência, não devem esperar agendamento de rotina.
Causas e fatores que contribuem
- Bactérias do trato urinário e intestinal, nas formas bacterianas.
- Refluxo de urina para dentro dos ductos da próstata.
- Disfunção do assoalho pélvico, com músculos em tensão excessiva, comum na dor pélvica crônica.
- Estresse e ansiedade, que aumentam a tensão muscular e a percepção da dor.
- Constipação intestinal e ciclismo intenso.
- Cateterismo e procedimentos urológicos recentes.
Como é feito o diagnóstico: investigação clínica aprofundada
- Histórico detalhado da dor: localização, gatilhos, relação com urinar e com a ejaculação, tempo de evolução e episódios prévios.
- Rastreio de fatores do assoalho pélvico: postura, tempo sentado, prática de ciclismo, constipação e histórico de ansiedade.
- Saúde mental e sono: a dor crônica se retroalimenta com estresse, insônia e sintomas depressivos, que precisam ser abordados.
- Vida sexual e relacionamento: impacto da dor e da ejaculação dolorosa na intimidade.
- Exame físico: palpação da parede abdominal, do períneo e do assoalho pélvico, e toque retal para avaliar a próstata e a musculatura.
Quais exames são necessários
- Exame de urina e urocultura, para identificar infecção.
- Testes com amostras antes e depois da massagem prostática, em casos selecionados, para localizar a bactéria.
- Pesquisa de infecções sexualmente transmissíveis em homens jovens com fatores de risco.
- Urofluxometria e ultrassonografia, quando há sintomas obstrutivos, conforme urofluxometria e ultrassonografia urológica.
- PSA, interpretado com cautela na vigência de inflamação, conforme PSA alterado.
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Prostatite bacteriana
O tratamento é feito com antibiótico dirigido pela cultura, por tempo prolongado na forma crônica. Na forma aguda, pode ser necessário iniciar antibiótico venoso e, em alguns casos, internação. Analgésicos e ajuste da hidratação completam a conduta.
Síndrome de dor pélvica crônica
Como não há infecção, o tratamento é combinado e individualizado. Pode incluir fisioterapia do assoalho pélvico para reduzir a tensão muscular, medicações para relaxar a musculatura e diminuir a dor, tratamento da constipação, ajuste de postura e de tempo sentado, e cuidado da ansiedade e do sono. A tecnologia HIFEM, descrita em HIFEM para assoalho pélvico, pode ser usada como complemento em casos selecionados.
Medidas gerais
Banhos de assento mornos, redução de cafeína, álcool e alimentos que o paciente identifica como gatilho, e atividade física regular ajudam no controle dos sintomas.
| Tipo de prostatite | Conduta principal |
|---|---|
| Bacteriana aguda | Antibiótico imediato, analgesia, avaliação de internação |
| Bacteriana crônica | Antibiótico prolongado dirigido pela cultura |
| Dor pélvica crônica sem infecção | Fisioterapia do assoalho pélvico, medicação para dor, cuidado de sono e ansiedade, ajustes de hábito |
| Inflamatória assintomática | Em geral não requer tratamento, apenas acompanhamento |
Riscos da automedicação e limitações do tratamento
Repetir antibiótico por conta própria a cada crise de dor, sem cultura, é uma prática comum e prejudicial. Na dor pélvica crônica sem infecção, o antibiótico não resolve, favorece resistência bacteriana e adia o tratamento que realmente ajuda. Anti-inflamatórios usados de forma contínua trazem risco gástrico e renal.
O tratamento da dor pélvica crônica tem limites. É uma condição de controle, com melhora importante na maioria dos homens, mas com possibilidade de períodos de piora ao longo da vida. Exige paciência, participação ativa do paciente na fisioterapia e nos ajustes de hábito, e muitas vezes uma abordagem que envolve mais de um profissional. Esses pontos são explicados desde o início, para evitar a frustração de esperar uma solução única e imediata.
Quando procurar um urologista em Mogi Guaçu
Se você tem dor pélvica, ardência ao urinar ou desconforto ligado à ejaculação que não passam, agende uma avaliação. O Dr. Bruno Vedovato atende na Clínica Longevità, Rua Osvaldo de Campos, 30, Bairro Jardim Camargo, Mogi Guaçu, São Paulo, e também realiza consultas online para discussão de exames e acompanhamento. O atendimento é particular, com plano individual para o seu tipo de prostatite.
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