Incontinência Urinária Masculina em Mogi Guaçu: Tipos e Tratamentos

Incontinência urinária masculina é a perda involuntária de urina, que pode ocorrer aos esforços, como tossir e levantar peso, ou por urgência, quando a vontade chega de forma súbita e não dá tempo de chegar ao banheiro. No homem, as causas mais frequentes são a cirurgia da próstata, a hiperplasia prostática com transbordamento e a bexiga hiperativa. É uma condição tratável, com opções que vão da fisioterapia do assoalho pélvico a medicações e cirurgias específicas. Em Mogi Guaçu, o Dr. Bruno Vedovato identifica o tipo e propõe o tratamento adequado, com atendimento presencial na Clínica Longevità e consultas online para todo o Brasil.

Atualizado em | Revisado por Dr. Bruno Vedovato, CRM-SP 135284 | RQE 53514

O que é a incontinência urinária masculina

Incontinência urinária é qualquer perda involuntária de urina. No homem, ela é menos comum do que na mulher, mas causa impacto importante na autoestima, no convívio social e na atividade física. Reconhecer o tipo de incontinência é o primeiro passo, porque cada um tem um tratamento diferente.

  • Incontinência de esforço: perda ao tossir, espirrar, rir, levantar peso ou fazer força. No homem, a causa mais comum é a cirurgia da próstata.
  • Incontinência de urgência: vontade súbita e intensa, com perda antes de chegar ao banheiro, ligada à bexiga hiperativa.
  • Incontinência por transbordamento: a bexiga não esvazia e a urina escapa em gotas, comum na obstrução por hiperplasia prostática.
  • Incontinência mista: combinação de esforço e urgência.

Causas mais frequentes no homem

  • Cirurgia da próstata, principalmente a prostatectomia radical para câncer.
  • Procedimentos para hiperplasia prostática, com incontinência transitória na maioria e persistente em uma minoria.
  • Hiperplasia prostática com obstrução e retenção crônica, levando ao transbordamento.
  • Bexiga hiperativa, relacionada à idade, a doenças neurológicas e a irritação da bexiga.
  • Doenças neurológicas, como Parkinson, acidente vascular cerebral, esclerose múltipla e lesão medular.
  • Diabetes de longa data, que afeta a inervação da bexiga.

Perda de urina que surge junto com dificuldade para esvaziar a bexiga, jato muito fraco e sensação de bexiga sempre cheia pode ser transbordamento por obstrução, que precisa ser tratado para proteger os rins.

Como é feito o diagnóstico: investigação clínica aprofundada

  • Histórico detalhado: quando começou, em que situações a perda acontece, quantidade, uso de proteções, cirurgias prévias de próstata e sintomas obstrutivos associados.
  • Diário miccional: registro de horários, volumes e episódios de perda por alguns dias, que diferencia os tipos de incontinência.
  • Revisão de medicamentos como diuréticos e sedativos, e da ingestão de água, cafeína e álcool.
  • Fatores metabólicos e neurológicos: diabetes, doenças neurológicas e mobilidade.
  • Sono: apneia obstrutiva, que aumenta a produção de urina à noite.
  • Impacto na vida: restrição de atividades, isolamento social e efeito no humor.
  • Exame físico: avaliação abdominal, do assoalho pélvico, teste de esforço para observar a perda e toque retal.

Quais exames são necessários

  • Exame de urina, para descartar infecção.
  • Urofluxometria e medida do resíduo pós-miccional por ultrassonografia, conforme urofluxometria e ultrassonografia urológica.
  • Estudo urodinâmico em casos complexos, para medir pressões da bexiga e do esfíncter e definir o tratamento.
  • Cistoscopia quando há suspeita de estreitamento da uretra ou de alteração após cirurgia.

Perda de urina depois da cirurgia de próstata ou por urgência tem tratamento. Fale com o Dr. Bruno Vedovato.

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Tratamentos disponíveis

Fisioterapia do assoalho pélvico e treino vesical

É a primeira linha para a incontinência de esforço leve a moderada e para a recuperação após cirurgia de próstata. Para a urgência, o treino vesical, o ajuste de líquidos e a redução de cafeína e álcool são a base. A tecnologia HIFEM, descrita em HIFEM para assoalho pélvico, pode ser usada como complemento para fortalecer a musculatura.

Medicações

Na incontinência de urgência, medicações que relaxam a bexiga reduzem os episódios. Quando há obstrução por hiperplasia causando transbordamento, o tratamento da próstata melhora o esvaziamento e a perda.

Procedimentos para incontinência de esforço persistente

Quando a perda persiste após tempo adequado de reabilitação, existem o sling masculino, uma faixa que sustenta a uretra, indicado para perdas leves a moderadas, e o esfíncter urinário artificial, um dispositivo que substitui o mecanismo de fechamento, indicado para perdas moderadas a graves, com alta satisfação a longo prazo.

Opções para bexiga hiperativa refratária

Aplicação de toxina botulínica na parede da bexiga e neuromodulação são alternativas para quem não responde ao tratamento inicial.

Tipo de incontinênciaConduta inicialSe não responder
Esforço, após cirurgia de próstataFisioterapia do assoalho pélvicoSling masculino ou esfíncter artificial
Urgência, bexiga hiperativaTreino vesical, ajuste de líquidos e cafeína, medicaçãoToxina botulínica na bexiga ou neuromodulação
Transbordamento por obstruçãoTratamento da próstata para melhorar o esvaziamentoReavaliação urodinâmica e conduta específica

Riscos da automedicação e limitações do tratamento

Usar por conta própria medicação que relaxa a bexiga pode causar retenção urinária em quem tem obstrução por próstata aumentada, além de efeitos como boca seca, prisão de ventre e confusão em idosos. Restringir líquidos de forma drástica para perder menos urina concentra a urina e favorece infecção e cálculo. Depender de proteções sem investigar faz perder a janela de tratamento.

Os tratamentos têm limites. A fisioterapia exige constância e tempo, e a melhora após cirurgia de próstata pode levar meses. O sling tem melhor resultado em perdas leves a moderadas. O esfíncter artificial é muito eficaz, mas é um dispositivo, com possibilidade de revisão ao longo dos anos. As medicações para urgência controlam, mas não curam a bexiga hiperativa. Essas expectativas são alinhadas antes de escolher a conduta.

Quando procurar um urologista em Mogi Guaçu

Se você perde urina aos esforços, por urgência, ou desde uma cirurgia de próstata, agende uma avaliação. O Dr. Bruno Vedovato atende na Clínica Longevità, Rua Osvaldo de Campos, 30, Bairro Jardim Camargo, Mogi Guaçu, São Paulo, e também realiza consultas online para discussão de exames e acompanhamento. O atendimento é particular, com identificação do tipo de incontinência antes de definir o tratamento.

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Perguntas frequentes

A perda de urina depois da cirurgia de próstata é permanente?

Na maioria dos casos, não. É comum nas primeiras semanas e melhora de forma progressiva com fisioterapia do assoalho pélvico, com a maior parte dos homens recuperando o controle ao longo de alguns meses. Quando a perda persiste e incomoda após cerca de um ano, existem procedimentos como o sling masculino e o esfíncter urinário artificial.

Exercício de assoalho pélvico funciona mesmo?

Funciona, principalmente na incontinência de esforço leve a moderada e na recuperação após cirurgia de próstata. O treino precisa ser feito com a técnica correta, de preferência com orientação de fisioterapeuta, e de forma constante por semanas a meses para mostrar resultado.

Qual a diferença entre incontinência de esforço e de urgência?

Na de esforço, a perda acontece ao tossir, espirrar, rir ou levantar peso, por falha no mecanismo de fechamento. Na de urgência, a vontade surge de repente e forte, com perda antes de chegar ao banheiro, por contração involuntária da bexiga. Os tratamentos são diferentes, e alguns homens têm as duas formas juntas.

Usar absorvente masculino resolve o problema?

As proteções ajudam na qualidade de vida enquanto o tratamento não faz efeito, mas não tratam a causa. Depender delas de forma indefinida, sem investigar, faz perder a chance de melhora com fisioterapia, medicação ou procedimento.

Bexiga hiperativa tem cura?

É uma condição de controle, e a maioria dos homens melhora de forma importante com treino vesical, ajuste de líquidos e cafeína, fisioterapia e medicação. Em casos que não respondem, existem opções como aplicação de toxina botulínica na bexiga e neuromodulação.

Fontes e referências

Dr. Bruno Vedovato, Formação e Credenciais

O Dr. Bruno Vedovato é médico urologista e andrologista, com atuação voltada à saúde masculina, medicina sexual e saúde hormonal. São mais de dez anos de prática clínica dedicados ao diagnóstico e tratamento das principais condições que afetam o homem, com atendimento presencial na Clínica Longevità, em Mogi Guaçu, e consultas online para todo o Brasil.

  • CRM-SP 135284 | RQE 53514.
  • Residência médica em Urologia na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
  • Título de especialista em Urologia pela Associação Médica Brasileira.
  • Pós-graduação em Medicina Sexual dos Homens.
  • Fundador da Clínica Longevità, em Mogi Guaçu, São Paulo.

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pelo Dr. Bruno Vedovato. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Procure um médico urologista para avaliar o seu caso antes de iniciar, interromper ou trocar qualquer tratamento. Diante de dor intensa, febre, sangramento, incapacidade de urinar ou aumento súbito e doloroso do testículo, procure atendimento médico de urgência imediatamente.

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