O que é a incontinência urinária masculina
Incontinência urinária é qualquer perda involuntária de urina. No homem, ela é menos comum do que na mulher, mas causa impacto importante na autoestima, no convívio social e na atividade física. Reconhecer o tipo de incontinência é o primeiro passo, porque cada um tem um tratamento diferente.
- Incontinência de esforço: perda ao tossir, espirrar, rir, levantar peso ou fazer força. No homem, a causa mais comum é a cirurgia da próstata.
- Incontinência de urgência: vontade súbita e intensa, com perda antes de chegar ao banheiro, ligada à bexiga hiperativa.
- Incontinência por transbordamento: a bexiga não esvazia e a urina escapa em gotas, comum na obstrução por hiperplasia prostática.
- Incontinência mista: combinação de esforço e urgência.
Causas mais frequentes no homem
- Cirurgia da próstata, principalmente a prostatectomia radical para câncer.
- Procedimentos para hiperplasia prostática, com incontinência transitória na maioria e persistente em uma minoria.
- Hiperplasia prostática com obstrução e retenção crônica, levando ao transbordamento.
- Bexiga hiperativa, relacionada à idade, a doenças neurológicas e a irritação da bexiga.
- Doenças neurológicas, como Parkinson, acidente vascular cerebral, esclerose múltipla e lesão medular.
- Diabetes de longa data, que afeta a inervação da bexiga.
Perda de urina que surge junto com dificuldade para esvaziar a bexiga, jato muito fraco e sensação de bexiga sempre cheia pode ser transbordamento por obstrução, que precisa ser tratado para proteger os rins.
Como é feito o diagnóstico: investigação clínica aprofundada
- Histórico detalhado: quando começou, em que situações a perda acontece, quantidade, uso de proteções, cirurgias prévias de próstata e sintomas obstrutivos associados.
- Diário miccional: registro de horários, volumes e episódios de perda por alguns dias, que diferencia os tipos de incontinência.
- Revisão de medicamentos como diuréticos e sedativos, e da ingestão de água, cafeína e álcool.
- Fatores metabólicos e neurológicos: diabetes, doenças neurológicas e mobilidade.
- Sono: apneia obstrutiva, que aumenta a produção de urina à noite.
- Impacto na vida: restrição de atividades, isolamento social e efeito no humor.
- Exame físico: avaliação abdominal, do assoalho pélvico, teste de esforço para observar a perda e toque retal.
Quais exames são necessários
- Exame de urina, para descartar infecção.
- Urofluxometria e medida do resíduo pós-miccional por ultrassonografia, conforme urofluxometria e ultrassonografia urológica.
- Estudo urodinâmico em casos complexos, para medir pressões da bexiga e do esfíncter e definir o tratamento.
- Cistoscopia quando há suspeita de estreitamento da uretra ou de alteração após cirurgia.
Perda de urina depois da cirurgia de próstata ou por urgência tem tratamento. Fale com o Dr. Bruno Vedovato.
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Fisioterapia do assoalho pélvico e treino vesical
É a primeira linha para a incontinência de esforço leve a moderada e para a recuperação após cirurgia de próstata. Para a urgência, o treino vesical, o ajuste de líquidos e a redução de cafeína e álcool são a base. A tecnologia HIFEM, descrita em HIFEM para assoalho pélvico, pode ser usada como complemento para fortalecer a musculatura.
Medicações
Na incontinência de urgência, medicações que relaxam a bexiga reduzem os episódios. Quando há obstrução por hiperplasia causando transbordamento, o tratamento da próstata melhora o esvaziamento e a perda.
Procedimentos para incontinência de esforço persistente
Quando a perda persiste após tempo adequado de reabilitação, existem o sling masculino, uma faixa que sustenta a uretra, indicado para perdas leves a moderadas, e o esfíncter urinário artificial, um dispositivo que substitui o mecanismo de fechamento, indicado para perdas moderadas a graves, com alta satisfação a longo prazo.
Opções para bexiga hiperativa refratária
Aplicação de toxina botulínica na parede da bexiga e neuromodulação são alternativas para quem não responde ao tratamento inicial.
| Tipo de incontinência | Conduta inicial | Se não responder |
|---|---|---|
| Esforço, após cirurgia de próstata | Fisioterapia do assoalho pélvico | Sling masculino ou esfíncter artificial |
| Urgência, bexiga hiperativa | Treino vesical, ajuste de líquidos e cafeína, medicação | Toxina botulínica na bexiga ou neuromodulação |
| Transbordamento por obstrução | Tratamento da próstata para melhorar o esvaziamento | Reavaliação urodinâmica e conduta específica |
Riscos da automedicação e limitações do tratamento
Usar por conta própria medicação que relaxa a bexiga pode causar retenção urinária em quem tem obstrução por próstata aumentada, além de efeitos como boca seca, prisão de ventre e confusão em idosos. Restringir líquidos de forma drástica para perder menos urina concentra a urina e favorece infecção e cálculo. Depender de proteções sem investigar faz perder a janela de tratamento.
Os tratamentos têm limites. A fisioterapia exige constância e tempo, e a melhora após cirurgia de próstata pode levar meses. O sling tem melhor resultado em perdas leves a moderadas. O esfíncter artificial é muito eficaz, mas é um dispositivo, com possibilidade de revisão ao longo dos anos. As medicações para urgência controlam, mas não curam a bexiga hiperativa. Essas expectativas são alinhadas antes de escolher a conduta.
Quando procurar um urologista em Mogi Guaçu
Se você perde urina aos esforços, por urgência, ou desde uma cirurgia de próstata, agende uma avaliação. O Dr. Bruno Vedovato atende na Clínica Longevità, Rua Osvaldo de Campos, 30, Bairro Jardim Camargo, Mogi Guaçu, São Paulo, e também realiza consultas online para discussão de exames e acompanhamento. O atendimento é particular, com identificação do tipo de incontinência antes de definir o tratamento.
Incontinência urinária no homem tem solução. Descubra o melhor caminho para o seu caso.
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