Doença de Peyronie em Mogi Guaçu: Curvatura Peniana, Placa e Opções de Tratamento

A doença de Peyronie é a formação de uma placa de tecido fibroso na túnica que envolve os corpos cavernosos do pênis, o que provoca curvatura durante a ereção, encurtamento, dor e, em parte dos casos, dificuldade de penetração. Não é câncer e não é contagiosa. Tem duas fases, uma inflamatória e outra estável, e o tratamento depende da fase, do grau da curvatura e do impacto na função sexual. Em Mogi Guaçu, o Dr. Bruno Vedovato avalia e acompanha cada caso, com atendimento presencial na Clínica Longevità e consultas online para todo o Brasil.

Atualizado em | Revisado por Dr. Bruno Vedovato, CRM-SP 135284 | RQE 53514

O que é a doença de Peyronie

A doença de Peyronie é uma alteração benigna em que se forma uma placa de tecido fibroso na túnica albugínea, a camada resistente que envolve os corpos cavernosos do pênis. Durante a ereção, essa placa não estica como o restante do tecido, e o pênis curva na direção dela. Além da curvatura, pode haver encurtamento, afilamento em um ponto do pênis, aspecto de ampulheta e dor durante a ereção na fase inicial.

A condição costuma ter duas fases. A fase ativa ou inflamatória dura de alguns meses até cerca de um ano e meio, com dor e mudança progressiva da curvatura. Depois vem a fase estável, em que a dor some e a deformidade para de progredir. Essa divisão orienta o tratamento, porque cada fase responde melhor a medidas diferentes.

Sintomas mais comuns

  • Curvatura do pênis durante a ereção, para cima, para baixo ou para um dos lados.
  • Placa ou nódulo palpável ao longo do corpo do pênis, com o órgão flácido.
  • Dor à ereção na fase inicial, que tende a diminuir com o tempo.
  • Encurtamento e afilamento do pênis, com deformidade em ampulheta em alguns casos.
  • Dificuldade de penetração quando a curvatura é acentuada.
  • Perda de rigidez além da placa, quando há disfunção erétil associada.

A fase inicial, com dor e curvatura em progressão, é a melhor janela para começar o tratamento conservador. Procurar avaliação nesse momento amplia as opções e reduz a chance de deformidade grande no futuro.

Causas e fatores de risco

O mecanismo mais aceito é o de microtraumas de repetição no pênis durante a relação sexual, em homens com predisposição para cicatrização anormal. A partir dessas pequenas lesões, o organismo forma tecido fibroso em excesso na túnica. Alguns fatores aumentam o risco:

  • Predisposição individual à fibrose, incluindo histórico de contratura de Dupuytren na mão.
  • Diabetes, hipertensão e tabagismo, que prejudicam a microcirculação e a cicatrização.
  • Disfunção erétil prévia, que favorece microtraumas por rigidez insuficiente durante a relação.
  • Trauma peniano agudo, como uma flexão brusca do pênis ereto.
  • Cirurgias pélvicas prévias em parte dos casos.

Quando se preocupar e procurar avaliação

Procure um urologista assim que notar curvatura nova, dor à ereção ou um nódulo no pênis. Não espere a dor passar para buscar ajuda, porque a fase inicial é justamente quando o tratamento conservador tem mais efeito. Também é importante procurar avaliação se a curvatura estável está atrapalhando a penetração ou o relacionamento, já que existe correção cirúrgica com bons resultados.

Como é feito o diagnóstico: investigação clínica aprofundada

  • Histórico: tempo de evolução, se a curvatura ainda está mudando, presença e intensidade da dor, impacto na relação, histórico de trauma e de disfunção erétil.
  • Fatores metabólicos: diabetes, hipertensão, colesterol e tabagismo, que influenciam a evolução e o resultado dos tratamentos.
  • Saúde mental e relacionamento: ansiedade, autoimagem, impacto na parceria e expectativas quanto ao resultado.
  • Uso de medicamentos e suplementos.
  • Exame físico: localização, tamanho e consistência da placa, medida do pênis em estiramento e avaliação de outras áreas de fibrose, como as mãos.
  • Registro fotográfico da ereção, feito pelo paciente em casa, para medir o ângulo da curvatura de forma objetiva.

Quais exames são necessários

  • Ultrassom peniano com Doppler, muitas vezes com fármaco-ereção, descrito na página de Doppler peniano, para localizar e medir a placa, verificar calcificação e avaliar o fluxo sanguíneo.
  • Avaliação da função erétil, já que a presença de disfunção erétil muda a estratégia de tratamento.
  • Exames metabólicos quando há fatores de risco não controlados.

Notou curvatura ou um nódulo no pênis? A fase inicial é o melhor momento para tratar. Agende com o Dr. Bruno Vedovato.

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Tratamentos disponíveis

Fase inicial: medidas conservadoras

No período ativo, o foco é controlar a dor e tentar limitar a progressão. Isso pode incluir medicações orais de apoio, anti-inflamatórios por curtos períodos, tração peniana orientada e ajuste dos fatores de risco, como parar de fumar e controlar diabetes e pressão. A resposta é variável e as expectativas são alinhadas desde o início.

Aplicações na placa

Em casos selecionados de curvatura moderada na fase estável, existem substâncias aplicadas diretamente na placa, em ciclos, com o objetivo de reduzir o ângulo da curvatura. É um tratamento que exige seguimento próximo e nem todo paciente é candidato.

Cirurgia de correção

Indicada quando a doença está estável há alguns meses e a curvatura impede ou dificulta muito a relação. As técnicas incluem o encurtamento do lado oposto à placa, o alongamento do lado da placa com uso de enxerto e, quando há disfunção erétil grave associada, o implante de prótese peniana com correção da curvatura no mesmo tempo cirúrgico.

Tratamento da disfunção erétil associada

Quando existe dificuldade de ereção junto, tratá-la é parte do plano, porque melhora a qualidade da relação e influencia a escolha da técnica cirúrgica. O tema é detalhado em disfunção erétil.

SituaçãoAbordagem preferencial
Fase ativa, com dor e curvatura em progressãoMedidas conservadoras, tração orientada, controle de fatores de risco
Fase estável, curvatura moderada, boa ereçãoAplicações na placa em candidatos selecionados ou cirurgia de encurtamento
Fase estável, curvatura acentuada, boa ereçãoCirurgia com enxerto para preservar comprimento
Curvatura com disfunção erétil gravePrótese peniana com correção da curvatura no mesmo procedimento

Riscos da automedicação e limitações dos tratamentos

Comprar suplementos e vitaminas anunciados para dissolver a placa não tem respaldo e apenas adia a avaliação. Forçar o pênis para tentar corrigir a curvatura pode causar novo trauma e piorar a fibrose. Dispositivos de tração usados sem orientação, com tempo ou tensão inadequados, não trazem benefício.

Os tratamentos têm limites importantes. Nenhuma medida conservadora garante correção completa da curvatura. A cirurgia de encurtamento pode reduzir alguns milímetros do comprimento, e a cirurgia com enxerto tem risco de piora da rigidez em parte dos pacientes. As aplicações na placa não servem para todos os padrões de curvatura. Por isso a decisão é sempre compartilhada, depois de explicar de forma clara o que cada opção pode e não pode oferecer, e a cirurgia só é indicada com a doença estável.

Quando procurar um urologista ou andrologista em Mogi Guaçu

Se você percebeu curvatura peniana nova, dor à ereção ou um nódulo no pênis, agende uma avaliação. O Dr. Bruno Vedovato atende na Clínica Longevità, Rua Osvaldo de Campos, 30, Bairro Jardim Camargo, Mogi Guaçu, São Paulo, com ultrassom peniano disponível no local, e também realiza consultas online para orientação inicial e acompanhamento. O atendimento é particular, com tempo para examinar, medir a curvatura e definir a conduta conforme a fase da doença.

Avalie a curvatura peniana com quem trata doença de Peyronie de forma individualizada.

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Perguntas frequentes

A curvatura do pênis sempre significa doença de Peyronie?

Não. Existe a curvatura congênita, presente desde o início da vida sexual, sem placa e sem dor, que tem causa e conduta diferentes. A doença de Peyronie é adquirida, costuma surgir na vida adulta, com placa palpável e, na fase inicial, dor à ereção. A avaliação diferencia as duas.

A doença de Peyronie pode melhorar sozinha?

A dor da fase inflamatória tende a diminuir com o tempo na maioria dos homens. A curvatura, no entanto, raramente desaparece sozinha, e pode piorar durante a fase ativa. Por isso o acompanhamento desde o início é importante, para tratar na janela em que as medidas conservadoras têm mais efeito.

Existe remédio que dissolve a placa?

Não há comprimido que dissolva a placa de forma comprovada. O que existe são medidas orais e locais que ajudam a controlar sintomas na fase inicial, aplicações injetáveis na placa em casos selecionados e a cirurgia para correção quando a doença está estável e a curvatura compromete a relação.

A doença de Peyronie causa impotência?

Pode contribuir para disfunção erétil, seja por alteração mecânica na região da placa, seja pelo componente emocional. Muitos homens com Peyronie já tinham algum grau de dificuldade de ereção antes. A avaliação investiga as duas coisas, porque o tratamento precisa considerar a rigidez além da curvatura.

Usar dispositivo de tração funciona?

A tração peniana, feita de forma orientada e por tempo adequado, pode reduzir a curvatura e recuperar parte do comprimento em casos selecionados, principalmente na fase estável ou como preparo antes da cirurgia. O uso sem orientação, com força ou tempo inadequados, não traz benefício e pode causar desconforto.

Fontes e referências

Dr. Bruno Vedovato, Formação e Credenciais

O Dr. Bruno Vedovato é médico urologista e andrologista, com atuação voltada à saúde masculina, medicina sexual e saúde hormonal. São mais de dez anos de prática clínica dedicados ao diagnóstico e tratamento das principais condições que afetam o homem, com atendimento presencial na Clínica Longevità, em Mogi Guaçu, e consultas online para todo o Brasil.

  • CRM-SP 135284 | RQE 53514.
  • Residência médica em Urologia na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
  • Título de especialista em Urologia pela Associação Médica Brasileira.
  • Pós-graduação em Medicina Sexual dos Homens.
  • Fundador da Clínica Longevità, em Mogi Guaçu, São Paulo.

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pelo Dr. Bruno Vedovato. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Procure um médico urologista para avaliar o seu caso antes de iniciar, interromper ou trocar qualquer tratamento. Diante de dor intensa, febre, sangramento, incapacidade de urinar ou aumento súbito e doloroso do testículo, procure atendimento médico de urgência imediatamente.

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