O que é a doença de Peyronie
A doença de Peyronie é uma alteração benigna em que se forma uma placa de tecido fibroso na túnica albugínea, a camada resistente que envolve os corpos cavernosos do pênis. Durante a ereção, essa placa não estica como o restante do tecido, e o pênis curva na direção dela. Além da curvatura, pode haver encurtamento, afilamento em um ponto do pênis, aspecto de ampulheta e dor durante a ereção na fase inicial.
A condição costuma ter duas fases. A fase ativa ou inflamatória dura de alguns meses até cerca de um ano e meio, com dor e mudança progressiva da curvatura. Depois vem a fase estável, em que a dor some e a deformidade para de progredir. Essa divisão orienta o tratamento, porque cada fase responde melhor a medidas diferentes.
Sintomas mais comuns
- Curvatura do pênis durante a ereção, para cima, para baixo ou para um dos lados.
- Placa ou nódulo palpável ao longo do corpo do pênis, com o órgão flácido.
- Dor à ereção na fase inicial, que tende a diminuir com o tempo.
- Encurtamento e afilamento do pênis, com deformidade em ampulheta em alguns casos.
- Dificuldade de penetração quando a curvatura é acentuada.
- Perda de rigidez além da placa, quando há disfunção erétil associada.
A fase inicial, com dor e curvatura em progressão, é a melhor janela para começar o tratamento conservador. Procurar avaliação nesse momento amplia as opções e reduz a chance de deformidade grande no futuro.
Causas e fatores de risco
O mecanismo mais aceito é o de microtraumas de repetição no pênis durante a relação sexual, em homens com predisposição para cicatrização anormal. A partir dessas pequenas lesões, o organismo forma tecido fibroso em excesso na túnica. Alguns fatores aumentam o risco:
- Predisposição individual à fibrose, incluindo histórico de contratura de Dupuytren na mão.
- Diabetes, hipertensão e tabagismo, que prejudicam a microcirculação e a cicatrização.
- Disfunção erétil prévia, que favorece microtraumas por rigidez insuficiente durante a relação.
- Trauma peniano agudo, como uma flexão brusca do pênis ereto.
- Cirurgias pélvicas prévias em parte dos casos.
Quando se preocupar e procurar avaliação
Procure um urologista assim que notar curvatura nova, dor à ereção ou um nódulo no pênis. Não espere a dor passar para buscar ajuda, porque a fase inicial é justamente quando o tratamento conservador tem mais efeito. Também é importante procurar avaliação se a curvatura estável está atrapalhando a penetração ou o relacionamento, já que existe correção cirúrgica com bons resultados.
Como é feito o diagnóstico: investigação clínica aprofundada
- Histórico: tempo de evolução, se a curvatura ainda está mudando, presença e intensidade da dor, impacto na relação, histórico de trauma e de disfunção erétil.
- Fatores metabólicos: diabetes, hipertensão, colesterol e tabagismo, que influenciam a evolução e o resultado dos tratamentos.
- Saúde mental e relacionamento: ansiedade, autoimagem, impacto na parceria e expectativas quanto ao resultado.
- Uso de medicamentos e suplementos.
- Exame físico: localização, tamanho e consistência da placa, medida do pênis em estiramento e avaliação de outras áreas de fibrose, como as mãos.
- Registro fotográfico da ereção, feito pelo paciente em casa, para medir o ângulo da curvatura de forma objetiva.
Quais exames são necessários
- Ultrassom peniano com Doppler, muitas vezes com fármaco-ereção, descrito na página de Doppler peniano, para localizar e medir a placa, verificar calcificação e avaliar o fluxo sanguíneo.
- Avaliação da função erétil, já que a presença de disfunção erétil muda a estratégia de tratamento.
- Exames metabólicos quando há fatores de risco não controlados.
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Fase inicial: medidas conservadoras
No período ativo, o foco é controlar a dor e tentar limitar a progressão. Isso pode incluir medicações orais de apoio, anti-inflamatórios por curtos períodos, tração peniana orientada e ajuste dos fatores de risco, como parar de fumar e controlar diabetes e pressão. A resposta é variável e as expectativas são alinhadas desde o início.
Aplicações na placa
Em casos selecionados de curvatura moderada na fase estável, existem substâncias aplicadas diretamente na placa, em ciclos, com o objetivo de reduzir o ângulo da curvatura. É um tratamento que exige seguimento próximo e nem todo paciente é candidato.
Cirurgia de correção
Indicada quando a doença está estável há alguns meses e a curvatura impede ou dificulta muito a relação. As técnicas incluem o encurtamento do lado oposto à placa, o alongamento do lado da placa com uso de enxerto e, quando há disfunção erétil grave associada, o implante de prótese peniana com correção da curvatura no mesmo tempo cirúrgico.
Tratamento da disfunção erétil associada
Quando existe dificuldade de ereção junto, tratá-la é parte do plano, porque melhora a qualidade da relação e influencia a escolha da técnica cirúrgica. O tema é detalhado em disfunção erétil.
| Situação | Abordagem preferencial |
|---|---|
| Fase ativa, com dor e curvatura em progressão | Medidas conservadoras, tração orientada, controle de fatores de risco |
| Fase estável, curvatura moderada, boa ereção | Aplicações na placa em candidatos selecionados ou cirurgia de encurtamento |
| Fase estável, curvatura acentuada, boa ereção | Cirurgia com enxerto para preservar comprimento |
| Curvatura com disfunção erétil grave | Prótese peniana com correção da curvatura no mesmo procedimento |
Riscos da automedicação e limitações dos tratamentos
Comprar suplementos e vitaminas anunciados para dissolver a placa não tem respaldo e apenas adia a avaliação. Forçar o pênis para tentar corrigir a curvatura pode causar novo trauma e piorar a fibrose. Dispositivos de tração usados sem orientação, com tempo ou tensão inadequados, não trazem benefício.
Os tratamentos têm limites importantes. Nenhuma medida conservadora garante correção completa da curvatura. A cirurgia de encurtamento pode reduzir alguns milímetros do comprimento, e a cirurgia com enxerto tem risco de piora da rigidez em parte dos pacientes. As aplicações na placa não servem para todos os padrões de curvatura. Por isso a decisão é sempre compartilhada, depois de explicar de forma clara o que cada opção pode e não pode oferecer, e a cirurgia só é indicada com a doença estável.
Quando procurar um urologista ou andrologista em Mogi Guaçu
Se você percebeu curvatura peniana nova, dor à ereção ou um nódulo no pênis, agende uma avaliação. O Dr. Bruno Vedovato atende na Clínica Longevità, Rua Osvaldo de Campos, 30, Bairro Jardim Camargo, Mogi Guaçu, São Paulo, com ultrassom peniano disponível no local, e também realiza consultas online para orientação inicial e acompanhamento. O atendimento é particular, com tempo para examinar, medir a curvatura e definir a conduta conforme a fase da doença.
Avalie a curvatura peniana com quem trata doença de Peyronie de forma individualizada.
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