Cirurgia de Próstata em Mogi Guaçu: Quando Operar a Hiperplasia e Quais as Técnicas

A cirurgia de próstata para hiperplasia prostática benigna é indicada quando os sintomas urinários são intensos, quando a medicação falha ou não é tolerada, ou quando surgem complicações como retenção urinária, infecções de repetição, cálculos na bexiga, sangramento persistente e repercussão sobre os rins. Existem técnicas endoscópicas, feitas pela uretra, e cirúrgicas abertas, escolhidas conforme o volume da próstata e as condições do paciente. Em Mogi Guaçu, o Dr. Bruno Vedovato avalia a indicação com urofluxometria e ultrassonografia e define a técnica caso a caso, com atendimento presencial na Clínica Longevità e consultas online para discussão de exames.

Atualizado em | Revisado por Dr. Bruno Vedovato, CRM-SP 135284 | RQE 53514

Quando a cirurgia de próstata é indicada

A maioria dos homens com hiperplasia prostática benigna é tratada com mudanças de hábito e medicação, como descrito em hiperplasia prostática benigna. A cirurgia entra quando esse caminho não é suficiente ou quando surgem complicações. As indicações mais frequentes são:

  • Sintomas urinários intensos que persistem apesar do tratamento clínico bem conduzido.
  • Intolerância aos medicamentos ou preferência por resolver a obstrução em vez de manter remédio contínuo.
  • Retenção urinária, quando o homem não consegue urinar e precisa de sonda.
  • Infecções urinárias de repetição causadas pelo esvaziamento incompleto.
  • Cálculos na bexiga secundários à obstrução.
  • Sangramento persistente vindo da próstata.
  • Repercussão sobre os rins, com dilatação ou alteração da função renal.

Retenção urinária de repetição, infecções recorrentes e sinais de comprometimento dos rins são situações em que adiar a cirurgia traz risco. Nesses casos, a indicação não é apenas de conforto, e sim de proteção da função renal e da bexiga.

Avaliação antes da cirurgia: investigação clínica aprofundada

  • Intensidade dos sintomas, medida por questionário, e o quanto eles limitam o sono, o trabalho e o lazer.
  • Diário miccional para diferenciar obstrução de bexiga hiperativa e de produção aumentada de urina à noite.
  • Revisão de medicamentos que pioram a micção e de anticoagulantes.
  • Fatores metabólicos e sono: diabetes, pressão e apneia obstrutiva, que aumenta a urina noturna.
  • Função sexual atual, para orientar sobre a ejaculação retrógrada e planejar, quando desejado, a preservação da ejaculação com técnicas específicas.
  • Exame físico com toque retal e avaliação do risco cirúrgico geral.

Exames necessários

  • Urofluxometria e medida do resíduo pós-miccional, conforme urofluxometria.
  • Ultrassonografia urológica para medir o volume da próstata e avaliar a bexiga e os rins, conforme ultrassonografia urológica.
  • PSA e exame de urina, conforme PSA alterado.
  • Função renal e, em casos complexos, estudo urodinâmico e cistoscopia.

Sintomas urinários intensos que não melhoram com remédio? Discuta as opções de cirurgia com o Dr. Bruno Vedovato.

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Técnicas cirúrgicas

Ressecção transuretral da próstata (RTU)

Feita pela uretra, remove o tecido que obstrui em pequenos fragmentos, com uso de energia elétrica. É uma técnica consolidada, adequada para próstatas de tamanho pequeno a moderado, com boa melhora do jato.

Enucleação a laser

Com laser, o adenoma é desprendido inteiro do seu leito, como se descascasse a próstata por dentro, e depois é fragmentado dentro da bexiga para retirada. É eficaz também em próstatas grandes, com menos sangramento, internação e tempo de sonda mais curtos e baixa taxa de reintervenção a longo prazo.

Vaporização a laser

O tecido obstrutivo é vaporizado com laser. Tem sangramento reduzido, o que a torna útil em pacientes que usam anticoagulante, com boa recuperação.

Cirurgia aberta ou por vídeo

Reservada para próstatas muito volumosas ou quando há cálculos grandes na bexiga a serem tratados no mesmo tempo, quando as técnicas endoscópicas não são a melhor opção.

Opções minimamente invasivas para preservar a ejaculação

Em casos selecionados, com próstatas não muito grandes e sem lobo médio importante, existem técnicas que abrem espaço na uretra prostática com menor chance de ejaculação retrógrada, discutidas conforme a prioridade do paciente.

TécnicaMelhor cenárioObservações
RTUPróstata pequena a moderadaConsolidada, boa melhora do jato
Enucleação a laserPróstata moderada a grandeMenos sangramento, menor reintervenção a longo prazo
Vaporização a laserPacientes em uso de anticoagulanteSangramento reduzido
Cirurgia aberta ou por vídeoPróstata muito volumosa, cálculo grande associadoInternação e recuperação mais longas

Recuperação

  • Internação: em geral de um a dois dias.
  • Sonda vesical: por um curto período, mais breve nas técnicas a laser.
  • Primeiras semanas: urina pode sair turva ou com um pouco de sangue, com melhora progressiva. Evitar esforço físico e prisão de ventre.
  • Atividade sexual: liberada após algumas semanas, conforme orientação.
  • Retorno: consultas de revisão com avaliação do jato e do esvaziamento.

Riscos e limitações

Os riscos incluem sangramento, infecção urinária, ejaculação retrógrada, que é o efeito mais frequente, e, com menor frequência, estreitamento da uretra ou do colo da bexiga e incontinência urinária, em geral transitória. A necessidade de novo procedimento anos depois é possível, principalmente com técnicas que removem menos tecido.

A cirurgia melhora o jato e o esvaziamento na maioria dos homens, mas não trata sintomas de bexiga hiperativa, como urgência, que podem persistir e exigir medicação. Também não é o tratamento do câncer de próstata, que segue outra abordagem, descrita em câncer de próstata. A escolha da técnica equilibra eficácia, sangramento, tempo de recuperação e, quando é prioridade do paciente, preservação da ejaculação, sempre com informação clara sobre o que esperar.

Quando procurar um urologista em Mogi Guaçu

Se os seus sintomas urinários não melhoram com medicação, ou se você já teve retenção urinária, infecções de repetição ou sangramento pela próstata, agende uma avaliação. O Dr. Bruno Vedovato atende na Clínica Longevità, Rua Osvaldo de Campos, 30, Bairro Jardim Camargo, Mogi Guaçu, São Paulo, com urofluxometria e ultrassonografia no local, e também realiza consultas online para discussão de exames. O atendimento é particular, com escolha da técnica conforme o volume da próstata e os seus objetivos.

Entenda se você tem indicação de cirurgia de próstata e qual técnica é melhor para o seu caso.

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Perguntas frequentes

Quando a hiperplasia realmente precisa de cirurgia?

Quando os sintomas urinários comprometem muito a qualidade de vida apesar da medicação, ou quando há complicações: retenção urinária que exige sonda, infecções urinárias de repetição, cálculos na bexiga, sangramento recorrente pela próstata ou sinais de que a obstrução está afetando os rins. Nessas situações, adiar a cirurgia pode causar dano.

A cirurgia de próstata causa impotência?

A cirurgia para hiperplasia raramente causa disfunção erétil, diferente da cirurgia para câncer. O efeito mais comum é a ejaculação retrógrada, quando o sêmen segue para a bexiga e o orgasmo passa a ser seco, o que não afeta o prazer nem a ereção. Esse ponto é explicado antes do procedimento.

Qual a diferença entre RTU e enucleação a laser?

A ressecção transuretral, a RTU, remove o tecido prostático em fragmentos, pela uretra, e é adequada para próstatas de tamanho pequeno a moderado. A enucleação a laser desprende o adenoma inteiro, como se descascasse a próstata por dentro, e é eficaz também em próstatas grandes, com menos sangramento e internação mais curta.

Preciso ficar internado?

Sim, mas por pouco tempo na maioria dos casos, geralmente de um a dois dias, com uso de sonda vesical por um curto período após o procedimento. Técnicas a laser costumam permitir alta e retirada da sonda mais rápidas.

Depois da cirurgia posso precisar operar de novo?

Uma pequena parcela dos homens pode precisar de novo procedimento anos depois, por recrescimento de tecido ou por estreitamento da uretra ou do colo da bexiga. Técnicas que removem mais tecido, como a enucleação a laser, têm menor taxa de reintervenção a longo prazo.

Fontes e referências

Dr. Bruno Vedovato, Formação e Credenciais

O Dr. Bruno Vedovato é médico urologista e andrologista, com atuação voltada à saúde masculina, medicina sexual e saúde hormonal. São mais de dez anos de prática clínica dedicados ao diagnóstico e tratamento das principais condições que afetam o homem, com atendimento presencial na Clínica Longevità, em Mogi Guaçu, e consultas online para todo o Brasil.

  • CRM-SP 135284 | RQE 53514.
  • Residência médica em Urologia na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
  • Título de especialista em Urologia pela Associação Médica Brasileira.
  • Pós-graduação em Medicina Sexual dos Homens.
  • Fundador da Clínica Longevità, em Mogi Guaçu, São Paulo.

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pelo Dr. Bruno Vedovato. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Procure um médico urologista para avaliar o seu caso antes de iniciar, interromper ou trocar qualquer tratamento. Diante de dor intensa, febre, sangramento, incapacidade de urinar ou aumento súbito e doloroso do testículo, procure atendimento médico de urgência imediatamente.

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