Quando a cirurgia de próstata é indicada
A maioria dos homens com hiperplasia prostática benigna é tratada com mudanças de hábito e medicação, como descrito em hiperplasia prostática benigna. A cirurgia entra quando esse caminho não é suficiente ou quando surgem complicações. As indicações mais frequentes são:
- Sintomas urinários intensos que persistem apesar do tratamento clínico bem conduzido.
- Intolerância aos medicamentos ou preferência por resolver a obstrução em vez de manter remédio contínuo.
- Retenção urinária, quando o homem não consegue urinar e precisa de sonda.
- Infecções urinárias de repetição causadas pelo esvaziamento incompleto.
- Cálculos na bexiga secundários à obstrução.
- Sangramento persistente vindo da próstata.
- Repercussão sobre os rins, com dilatação ou alteração da função renal.
Retenção urinária de repetição, infecções recorrentes e sinais de comprometimento dos rins são situações em que adiar a cirurgia traz risco. Nesses casos, a indicação não é apenas de conforto, e sim de proteção da função renal e da bexiga.
Avaliação antes da cirurgia: investigação clínica aprofundada
- Intensidade dos sintomas, medida por questionário, e o quanto eles limitam o sono, o trabalho e o lazer.
- Diário miccional para diferenciar obstrução de bexiga hiperativa e de produção aumentada de urina à noite.
- Revisão de medicamentos que pioram a micção e de anticoagulantes.
- Fatores metabólicos e sono: diabetes, pressão e apneia obstrutiva, que aumenta a urina noturna.
- Função sexual atual, para orientar sobre a ejaculação retrógrada e planejar, quando desejado, a preservação da ejaculação com técnicas específicas.
- Exame físico com toque retal e avaliação do risco cirúrgico geral.
Exames necessários
- Urofluxometria e medida do resíduo pós-miccional, conforme urofluxometria.
- Ultrassonografia urológica para medir o volume da próstata e avaliar a bexiga e os rins, conforme ultrassonografia urológica.
- PSA e exame de urina, conforme PSA alterado.
- Função renal e, em casos complexos, estudo urodinâmico e cistoscopia.
Sintomas urinários intensos que não melhoram com remédio? Discuta as opções de cirurgia com o Dr. Bruno Vedovato.
Agendar pelo WhatsAppTécnicas cirúrgicas
Ressecção transuretral da próstata (RTU)
Feita pela uretra, remove o tecido que obstrui em pequenos fragmentos, com uso de energia elétrica. É uma técnica consolidada, adequada para próstatas de tamanho pequeno a moderado, com boa melhora do jato.
Enucleação a laser
Com laser, o adenoma é desprendido inteiro do seu leito, como se descascasse a próstata por dentro, e depois é fragmentado dentro da bexiga para retirada. É eficaz também em próstatas grandes, com menos sangramento, internação e tempo de sonda mais curtos e baixa taxa de reintervenção a longo prazo.
Vaporização a laser
O tecido obstrutivo é vaporizado com laser. Tem sangramento reduzido, o que a torna útil em pacientes que usam anticoagulante, com boa recuperação.
Cirurgia aberta ou por vídeo
Reservada para próstatas muito volumosas ou quando há cálculos grandes na bexiga a serem tratados no mesmo tempo, quando as técnicas endoscópicas não são a melhor opção.
Opções minimamente invasivas para preservar a ejaculação
Em casos selecionados, com próstatas não muito grandes e sem lobo médio importante, existem técnicas que abrem espaço na uretra prostática com menor chance de ejaculação retrógrada, discutidas conforme a prioridade do paciente.
| Técnica | Melhor cenário | Observações |
|---|---|---|
| RTU | Próstata pequena a moderada | Consolidada, boa melhora do jato |
| Enucleação a laser | Próstata moderada a grande | Menos sangramento, menor reintervenção a longo prazo |
| Vaporização a laser | Pacientes em uso de anticoagulante | Sangramento reduzido |
| Cirurgia aberta ou por vídeo | Próstata muito volumosa, cálculo grande associado | Internação e recuperação mais longas |
Recuperação
- Internação: em geral de um a dois dias.
- Sonda vesical: por um curto período, mais breve nas técnicas a laser.
- Primeiras semanas: urina pode sair turva ou com um pouco de sangue, com melhora progressiva. Evitar esforço físico e prisão de ventre.
- Atividade sexual: liberada após algumas semanas, conforme orientação.
- Retorno: consultas de revisão com avaliação do jato e do esvaziamento.
Riscos e limitações
Os riscos incluem sangramento, infecção urinária, ejaculação retrógrada, que é o efeito mais frequente, e, com menor frequência, estreitamento da uretra ou do colo da bexiga e incontinência urinária, em geral transitória. A necessidade de novo procedimento anos depois é possível, principalmente com técnicas que removem menos tecido.
A cirurgia melhora o jato e o esvaziamento na maioria dos homens, mas não trata sintomas de bexiga hiperativa, como urgência, que podem persistir e exigir medicação. Também não é o tratamento do câncer de próstata, que segue outra abordagem, descrita em câncer de próstata. A escolha da técnica equilibra eficácia, sangramento, tempo de recuperação e, quando é prioridade do paciente, preservação da ejaculação, sempre com informação clara sobre o que esperar.
Quando procurar um urologista em Mogi Guaçu
Se os seus sintomas urinários não melhoram com medicação, ou se você já teve retenção urinária, infecções de repetição ou sangramento pela próstata, agende uma avaliação. O Dr. Bruno Vedovato atende na Clínica Longevità, Rua Osvaldo de Campos, 30, Bairro Jardim Camargo, Mogi Guaçu, São Paulo, com urofluxometria e ultrassonografia no local, e também realiza consultas online para discussão de exames. O atendimento é particular, com escolha da técnica conforme o volume da próstata e os seus objetivos.
Entenda se você tem indicação de cirurgia de próstata e qual técnica é melhor para o seu caso.
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