O que é a andropausa
Andropausa é como se popularizou a deficiência androgênica do envelhecimento masculino, a queda progressiva da testosterona que acompanha o passar dos anos em parte dos homens. A produção do hormônio começa a cair de forma lenta a partir dos 30 a 40 anos, em ritmo aproximado de 1 por cento ao ano, e essa redução pode se acentuar diante de obesidade, diabetes, apneia do sono e doenças crônicas.
Ao contrário da menopausa feminina, não existe um marco claro nem uma parada da função. Muitos homens envelhecem com testosterona adequada e sem sintomas. Quando o nível cai o suficiente e surgem queixas compatíveis, configura-se o hipogonadismo do homem maduro, que pode ser tratado.
Sintomas mais comuns
- Fadiga e queda de energia ao longo do dia, com menos disposição para atividades que antes eram prazerosas.
- Redução da libido e piora da qualidade das ereções.
- Perda de massa e força muscular, mesmo mantendo atividade física.
- Aumento de gordura corporal, principalmente abdominal.
- Alterações de humor, irritabilidade, desânimo e menor motivação.
- Piora de memória e concentração.
- Distúrbios do sono e ondas de calor em quedas mais acentuadas.
- Redução da densidade óssea, com maior risco de fraturas a longo prazo.
Fadiga e desânimo no homem maduro nem sempre são apenas idade ou estresse. Vale investigar testosterona, sono e humor juntos, porque essas causas costumam se somar.
Causas e fatores que aceleram a queda
- Envelhecimento, com declínio fisiológico da produção testicular.
- Obesidade e síndrome metabólica, que reduzem a testosterona e aumentam sua conversão em estrogênio.
- Apneia obstrutiva do sono não tratada.
- Diabetes tipo 2 e resistência à insulina.
- Doenças crônicas, como insuficiência renal, doença hepática e doenças inflamatórias.
- Uso de medicamentos como corticoides e opioides.
- Sedentarismo, álcool em excesso e estresse crônico.
Quando procurar avaliação
Procure um urologista ou andrologista quando os sintomas persistem por meses, quando vários deles aparecem juntos e quando há fatores de risco como obesidade, diabetes ou ronco com pausas na respiração. Também vale investigar se houve queda importante de desempenho físico e cognitivo sem outra explicação.
Como é feito o diagnóstico: investigação clínica aprofundada
- Histórico clínico e sexual: início e evolução dos sintomas, libido, ereções, humor, sono, medicamentos e doenças associadas.
- Fatores metabólicos: peso, circunferência abdominal, glicemia, hemoglobina glicada, perfil lipídico e pressão.
- Sono: rastreio de apneia obstrutiva, com polissonografia quando indicada.
- Saúde mental: avaliação de sintomas de depressão e ansiedade, que se sobrepõem aos da andropausa.
- Estilo de vida: atividade física, álcool, tabagismo e carga de estresse.
- Exame físico: volume testicular, distribuição de pelos, presença de aumento das mamas e avaliação da próstata quando indicada.
Quais exames são necessários
- Testosterona total, em jejum, coletada no início da manhã, repetida para confirmar.
- Testosterona livre quando a total está no limite.
- LH, FSH, prolactina e TSH.
- Hemograma, glicemia, hemoglobina glicada e perfil lipídico.
- PSA e avaliação da próstata, conforme PSA alterado.
- Vitamina D e, quando indicado, densitometria óssea.
O detalhamento está em exames hormonais masculinos.
Fadiga, queda de libido e perda de disposição no homem maduro têm investigação. Fale com o Dr. Bruno Vedovato.
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Mudança de estilo de vida
É a base do tratamento e, em muitos homens, resolve boa parte dos sintomas. Inclui perda de gordura abdominal, musculação, tratamento da apneia do sono, controle do diabetes, redução do álcool e melhora do sono.
Reposição de testosterona quando há deficiência
Confirmado o hipogonadismo por sintomas e exames repetidos, a reposição melhora libido, energia, humor, massa muscular e densidade óssea. É feita com gel ou injeção e exige acompanhamento com exames de controle, como descrito em reposição hormonal masculina.
Cuidado das condições associadas
Tratar depressão, ajustar medicamentos que derrubam o hormônio e cuidar de doenças crônicas influencia diretamente os sintomas atribuídos à andropausa.
| Situação | Conduta preferencial |
|---|---|
| Sintomas com testosterona normal | Estilo de vida, sono, atividade física e cuidado da saúde mental |
| Sintomas com testosterona no limite e causa reversível | Tratar apneia do sono, perder peso, controlar diabetes e reavaliar |
| Hipogonadismo confirmado | Reposição hormonal com acompanhamento e exames de controle |
Riscos da automedicação e limitações do tratamento
Buscar testosterona como fórmula antienvelhecimento, sem diagnóstico, é uma conduta que se tornou comum e traz riscos reais: aumento dos glóbulos vermelhos e risco de trombose, piora de apneia do sono, retenção de líquido, acne, aumento das mamas e supressão da fertilidade. Sem exames de controle, nada disso é percebido a tempo.
A reposição bem indicada também tem limites. Ela corrige a deficiência, mas não reverte o envelhecimento nem substitui hábitos saudáveis. Existem situações em que não deve ser iniciada, como câncer de próstata ou de mama em atividade, hematócrito muito elevado, insuficiência cardíaca descompensada, apneia do sono grave não tratada e desejo de ter filhos no curto prazo. Esses limites são explicados de forma clara antes de qualquer decisão.
Quando procurar um urologista ou andrologista em Mogi Guaçu
Se você passou dos 40 anos e sente fadiga, queda de libido, perda de força e mudança de humor que não melhoram, agende uma avaliação. O Dr. Bruno Vedovato atende na Clínica Longevità, Rua Osvaldo de Campos, 30, Bairro Jardim Camargo, Mogi Guaçu, São Paulo, e também realiza consultas online. O atendimento é particular, com investigação completa antes de indicar qualquer tratamento hormonal.
Entenda se o que você sente é andropausa e o que realmente ajuda no seu caso.
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